PIÇARRA – Pará

PIÇARRA – Pará

A história territorial de Piçarra começou em 1970 com a chegada de vários desbravadores com seus familiares.

A região era formada por florestas densas e floresta de cocal, onde os pioneiros extraiam castanha-do-pará que foi por muito tempo a fonte de renda das famílias.

Em 1980 chegou o BEC (Batalhão de Engenharia do Exército e Construção de Brasília) para fazer abertura, ou seja, estradas ligando os povoados. No local em que hoje é a cidade de Piçarra, existia bastante cascalho (piçarra) que era retirado para ajudar na construção da estrada que ligava São Geraldo do Araguaia à Itaipavas, ambos povoados do município de Conceição do Araguaia. Além da extração de piçarra para a construção da estrada, o local ainda servia como ponto de apoio para equipe de trabalho, pois o local situado exatamente na metade da distância entre as duas localidades, onde era guardados os maquinários durante o descanso. Nesse período, Piçarra chamava-se Sobra de Terra por ser uma área que localizava entre a fazenda da antiga IMPA (Industria Madeireira do Pará) e a fazenda do Senhor Neifa Murade, e tinha apenas duas famílias.

Com a construção da estrada e a movimentação de trabalhadores no local começaram a chegar outras pessoas com o objetivo de atender alguns dos interesses comerciais dos trabalhadores, como o fornecimento de comida e outros serviços.

Nessa época a região pertencia ao município de Conceição do Araguaia e o então prefeito municipal Geovanni Queiroz, comprou dois alqueires de terras doou para as famílias que queriam se estabilizar no local, incentivando assim o crescimento e o desenvolvimento da região Sudeste do Estado do Pará.

O Senhor Zé Goiano relata que o padre Aristides Cânion, tentou mudar o nome do povoado de Sobra de Terra para Cruzelândia, devido ao entroncamento que se formou com a abertura das estradas que davam acesso a São Geraldo do Araguaia, a Vila Rio Vermelho, Eldorado dos Carajás e Vila Boa Vista. Porém o nome não foi aceito pela população. Somente numa bela manhã amanheceu uma placa enorme com o nome escrito PIÇARRA. Era uma placa que estava sendo usada pelo BEC com a autorização do Exército Brasileiro para identificar o local de extração de cascalho, nome esse que ficou determinado para o futuro município.

A população do município de Piçarra é formada por pessoas oriundas de várias partes do pais, com clara predominância de nordestino e mineiro, sendo que o contingente paraense é muito pouco. Piçarra, localizada no sudeste do Pará, foi desmembrado de São Geraldo do Araguaia num processo de emancipação que envolveu tanto políticos estaduais locais como também a população porque foi necessário fazer um abaixo-assinado dos eleitores, aproximadamente 250 (duzentas e cinquenta) assinaturas e comprovantes da última eleição para provar que essas pessoas estavam em dias com a Justiça Eleitoral.

Em 1994 o Tribunal encaminhou para o então Governador Almir Gabriel para que realizasse o plebiscito, desmembrando Piçarra de São Geraldo do Araguaia, mas não foi possível porque o Governador alegou falta de recursos. Com isso, o projeto pela emancipação de Piçarra ficou engavetado. Mesmo assim as pessoas não desistiram de Piçarra se tornar município.

No ano de 1995, quando o Deputado Estadual Manoel Pioneiro tomou posse, procurou cumprir a promessa de campanha que era de lutar pela emancipação de Piçarra. Ele reapresentou o projeto na Assembleia Legislativa causando muita polêmica porque a bancada do PT se opôs à criação de novos municípios no Pará.

Os representantes políticos que lutavam pela emancipação de Piçarra foram obrigados a fazer algumas manifestações em Belém, com o objetivo de chamar atenção dos políticos estaduais para mostrar que a luta pela emancipação não era apenas dos políticos locais, mas também de toda população piçarrense. Por duas vezes formou-se caravanas de Piçarra que seguiram até Belém, pois os deputados estaduais exigiam provas concretas de que a população estavam realmente interessadas na emancipação. A partir daí foi necessário fazer novas listas de eleitores e 350 (trezentas e cinquenta) assinaturas para organizar o processo de emancipação.

O plebiscito foi marcado na Assembleia Legislativa para o dia 15 de novembro de 1995 e o povo disse SIM nas urnas. Em 27 de dezembro 1995, após a conclusão de todos os trâmites legais, o Governador Almir Gabriel sancionou o projeto de lei desmembrando Piçarra de São Geraldo do Araguaia, transformando-o na LEI 5.934, publicada no diário oficial dia 29 de dezembro de 1995, mas somente implantado em 1 de janeiro de 1997.

O município de Piçarra possui uma extensão territorial de 2.916,65 km², confronta-se com os municípios de São Geraldo do Araguaia, Eldorado dos Carajás, Xinguara e com o Estado do Tocantins.

O município está localizado ã 700 km da capital do estado e apresenta uma densidade demográfica de 3,2 habitantes por quilômetros quadrados. A área estar dividida entre a sede municipal e suas 16 (dezesseis) vilas: Boa Vista, Marcelenense, Luzilândia, Cabral, Cigana, Lote 08, Lote 07, Itaipavas, Trezentos, Anajá, Cachoeirinha, Caçador, Nova Aliança, Monte Santo, Oziel Pereira e Curral 04.

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