RONDON DO PARÁ – Pará

RONDON DO PARÁ – Pará

A região onde hoje localiza-se o município de Rondon do Pará era povoada por indígenas, Projetos de integração nacional rasgavam a floresta amazônica com o objetivo de integrar a região. A PA-070 (atual BR-222), começou a ser construída no ano 1968, com o objetivo de ligar a Rodovia Bernardo Sayão (Belém-Brasília) ao município de Marabá. Os índios que ali moravam começaram a resistir ao processo. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) com o apoio de um índio aculturado (sem identificação de nome), conseguiu manter contato com as tribos que acabaram entrando em acordo.

Na altura do km 86 da rodovia, as margens do Rio Ararandeua, construíram um acampamento para dar suporte as obras da estrada. Aos poucos, no entorno do acampamento algumas pessoas começaram a se instalar, e logo formou-se um pequeno povoado.

Inicialmente, o pequeno povoado foi denominado de “Candangolândia de Arinos Brazil”, numa alusão aos pioneiros que construíram a cidade de Brasília, chamados de candangos. E foi em 1969, que o médico Dr. Camillo Vianna, coordenador de um grupo de estudantes, chegou ao local para realizar atendimento na área de saúde e educação. O médico e sua equipe faziam parte do Projeto Rondon, o qual tinha como objetivo, levar profissionais e estudantes universitários para o interior do país. Foi então que o povoado passa ser chamado de Vila Rondon, onde já contava com um posto de gasolina, uma farmácia e um açougue.

A área do atual município de Rondon do Pará, pertencia ao município de São Domingos do Capim, distante cerca de 500 km da sede, o que dificultava os investimentos e crescimento por parte do poder público, com isso em 9 de julho de 1976 a lei estadual nº 4649 a vila é elevada a distrito administrativo.

As condições apropriadas para a implantação de projetos agropecuários e extrativismo vegetal atraiu várias pessoas de outros estados, principalmente do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. Com isso houve um grande aumento populacional, onde no início dos anos de 1980 cerca de 35 mil pessoas já habitavam a vila. E em 13 de maio de 1982 o distrito é emancipado através da Lei de nº 5.027 e elevado à categoria de município e passa a se chamar Rondon do Pará.

Inicialmente, o município era dividido em dois distritos, o distrito sede ou Rondon do Pará e o distrito de Goianésia, o que perdurou até o ano de 1991 com a emancipação política de Goianésia do Pará.

Com o auto índice de imigração, a cidade tinha uma economia forte ligada à extração de madeira e contava com dezenas de indústrias madeireiras, com isso vários investimentos públicos e privados aconteciam na cidade. No final da década de 1980 já contava com um terminal rodoviário, um hospital público municipal, dois hospitais privados, uma escola de nível médio, cartório, comarca própria, um parque de exposições, um aeroporto de pequeno porte (hoje desativado) que recebia pequenos aviões, entre outros benefícios que se perduraram por toda década de 90.

Durante os anos 2000, a economia da cidade girava em torno de suas madeireiras e principalmente no ramo de carvoarias, não permanecendo por muito, devido a diversas irregularidades nesses setores. No final da década, houve uma forte decadência na economia da cidade devido à grande especulação e fiscalização sobre os empresários dos ramos madeireiros e carvoeiros da cidade. Hoje a economia gira em torno do setor agropecuário e comercial.

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