SANTARÉM NOVO – Pará

SANTARÉM NOVO – Pará

O Município de Santarém Novo-Pa está interligado sua história a ocupação dos colonizadores portugueses à Aldeia Maracanã em 1653, habitada por índios Tupinambá. Junto aos colonizadores vieram também à missão jesuíta chefiado pelo padre Antônio Vieira. Essa missão não ficou restrita somente a Maracanã, pois a Coroa Portuguesa visava consolidar seu domínio sobre o território Amazônico desde início do século XVII e para isso, era necessário expulsar os franceses que visavam expandir seus domínios sobre o espaço amazônico e criar uma colônia gaulese, denominada França Equatorial.

Assim, com o objetivo de expulsa-los da região, os portugueses com apoio da missão Jesuíta em sua expedição de caça aos inimigos franceses, subiram o rio Maracanã e, provavelmente encontraram outra porção de terra também habitada por índios a margem direita do rio Maracanã, que passou a ser visitada e catequizada pela missão.

Desse modo, surgem no meio da mata a partir da beira mar, três caminhos, que deram origem as três primeiras ruas, tais como: Rua da Trindade (Ficava por trás do ginásio Rogerão), rua do Progresso (Atualmente Sebastião Brito), e rua São Sebastião. No local está localizada a cidade de Santarém Novo. A figura abaixo retrata a vista aérea da cidade de Santarém Novo, local em que nos primórdios foram habitados por índios.

Sobre a trajetória historiográfica, pode-se dizer que Santarém Novo, passou por diversos períodos de transformações políticas, econômicas e sociais. Assim, o território que foi habitado nos primórdios da história colonial amazônica por índios Tupinambá. Os quais foram catequizados pelos padres da missão Jesuíta no meado do século XVII. E depois pela missão dos padres franciscanos. Hoje no local está localizada a cidade de Santarém Novo. Segundo Marin (2000, p.119), em sua pesquisa, mostra a população da Província do Grão-Pará, em 1823, (parte Oriental), no período do Brasil Império (início do século XIX), formada por índios, portugueses, escravos e mestiços livres não identificados. Em Santarém Novo, a população era formada por 292 pessoas, todos índios. Provavelmente chefiado pelo índio João Tupiaçu. A tabela abaixo faz uma mostra da população das principais localidades ribeirinhas da Província do Grão – Pará em 1823 no início do século XIX, no qual mostra a população em Santarém Novo: População da Província do Grão-Pará em 1823 (Parte Oriental)

Desse modo, em 1868, passou a categoria de Freguesia. Conforme a Lei Provincial Nº 584 de 23 de Outubro de 1868, que elevou o povoado a denominação de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Santarém Novo, pertencendo a Vila de Cintra (Maracanã). No período em estudo, além dos nativos, havia as presenças de comerciantes portugueses, turcos, até mesmo judeus e também alguns africanos escravizados morando na Freguesia de Santarém Novo, ou seja, havia uma população bem diversificada. Algumas famílias com os sobrenomes a seguir, moravam no local tais como: Souza, Corrêa, Brito, Pimentel, Araujo, Favacho, Marques e outras mais, que desenvolviam as atividades da agricultura e comércio via rio Maracanã. Na época, as localidades vizinhas eram chamadas de SÍTIOS e, comercializavam com a Freguesia de Santarém Novo, tais como: Peixe Boi, Timboteua, Jambú Açú, Porto Seguro. Todo esse comércio era realizado via rio Maracanã. Com o desenvolvimento econômico e populacional da Freguesia; Santarém Novo foi emancipado de Maracanã, através do Decreto Lei N.º 172, de 12 de Agosto de 1890, conquistando o título Vila de Santarém Novo (Hoje é a mesma denominação de município). Assim, foi criado O Conselho de Intendência Municipal de Santarém Novo.

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