VIÇOSA – Alagoas

VIÇOSA – Alagoas


Viçosa

As Terras que hoje constituem o município de viçosa eram habitadas por índios Caambembes, Oriundos da tribo Caeté. Eles viviam em luta com os Cariris e outras tribos tapuias habitantes das caatingas.

Pela sua posição topográfica e excelentes condições físicas – riqueza de matas, cursos de água e terras férteis – o município de Viçosa aparece como um dos pontos do Estado onde houve mais lutas entre índios.

Foram localizados na região – em povoados como Bananal e sítios adjacentes – muitos vestígios dos quilombos. Há quem assegure que Zumbi morreu lá e não em União dos Palmares. Depois dos negros derrotados, o Rei de Portugal dividiu os domínios entre os vencedores.

Em 1831, por decreto imperial, a povoação com nome de Riacho do Meio foi desligada de Atalaia e elevada à categoria de Vila. No governo de Gabino Bezouro, em 1892, a Vila foi elevada à condição de cidade. A vida política de Viçosa teve muitas lutas partidárias, caracterizando a época de predominância do coronelismo. No aspecto cultural, porém, Viçosa é berço de destacados escritores e intelectuais de Alagoas, como Otávio Brandão, além de um importante núcleo de folclore.

Com essa tradição cultural, Viçosa destaca-se, principalmente, por suas festividades: Carnaval, Festas Juninas, Festa do Padroeiro Senhor do Bom Jesus do Bomfim (entre os meses de janeiro e fevereiro), Cavalhadas e Vaquejadas. Entre as belezas naturais está a Serra Dois Irmãos, local onde historiadores supõem que teria vivido Zumbi em seus últimos anos, até a morte. Viçosa tem ainda atração esporádica (não a dia nem mês estabelecidos) o trem de Viçosa, onde filhos da terra viajaram juntos até o município e fazem um grande encontro.

O hoje município de Viçosa surgiu em terras que foram habitadas por índios caambembes, subtribo dos caetés. A palavra caambembe, segundo Alfredo Brandão, é uma corruptela de caamemby, vocábulo indígena que significa, literalmente, mato de gaitas ou de flautas.

Após a morte do primeiro bispo do Brasil, os caetés foram duramente perseguidos pelas forças de Jerônimo de Albuquerque. Os vencedores, na sua vingança, mostraram-se mais selvagens do que os próprios índios. Os poucos caetés que escaparam, se deslocaram para o sertão.

A presença dos quilombos nos vales do Paraíba e do Mundaú se estendia desde a cabeceira destes rios até poucas léguas de distância das lagoas, e estendendo-se para o norte, ao longo do cordão de “matas bravias”, ocupava uma região que ficava além dos atuais limites com Pernambuco.

Os pontos de maior concentração dos mocambos eram onde as matas eram mais férteis, ricas em palmeiras e caças, além de criarem barreiras naturais que dificultassem o acesso. Em Alagoas, as matas de União dos Palmares e Viçosa apresentavam condições ideais para quem fugia dos engenhos da capitania.

No povoado Bananal e sítios adjacentes, Anel e também nas fazendas Bom Sucesso, Mata Limpa e Floresta, já em Chã Preta, foram localizados vestígios dos quilombolas, tais como armadilhas para caça, bananeirais, canaviais e outras plantações.

Os mocambos de Andalaquituche, Osenga e Sabalangá também foram identificados como locais que comprovam a existência de quilombos. Vencidos os negros, seus domínios foram distribuídos aos vencedores pelo Rei de Portugal. Grande parte das terras de Viçosa coube ao capitão André Furtado de Mendonça, um dos cabos-de-guerra do paulista Domingos Jorge Velho.

Alguns negros que durante a luta tinham desertado para as fileiras paulistas foram perdoados e continuaram a viver livremente nos mesmos locais.

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