CHOPINZINHO –  Paraná

CHOPINZINHO – Paraná

A região dos Campos de Palmas, onde encontra-se o atual município de Chopinzinho, foi descoberta em 1726 por Zacarias Dias Côrtes e seu povoamento teve inicio em 1855, com a chegada dos expedicionários Joaquim Ferreira dos Santos e Pedro Siqueira Côrtes, fundando a Freguesia de Palmas em 28 de fevereiro de 1855 e elevada à condição de município em 1877.

O atual município de Chopinzinho foi uma colônia militar, a Colônia Militar do Chopim, criada por ordem do imperador D. Pedro II, em 16 de novembro de 1859 , com o objetivo principal de defender a região sudoeste do Paraná da Argentina, que reivindicava essas terras. Esta foi fundada pelo Coronel Francisco Clementino de Santiago Dantas em 27 de dezembro de 1882, segundo Ata de Fundação. Os trabalhos, no entanto, iniciaram em novembro de 1881, com a chegada dos militares e colonos, que imediatamente iniciaram os trabalhos de abertura da mata, construção das casas e exploração dos arredores como o Rio Dório, assim como a abertura de estradas como a que havia para o Distrito de Mangueirinha.

Em 30 de abril de 1909 a colônia militar passa para o domínio civil, passando a se chamar Distrito Policial de Chopim, pertencente ao município de Palmas. Em 26 de março de 1920, foi elevado a Distrito Judiciário de Colônia de Chopim, agora distrito de Mangueirinha, que havia se emancipado de palmas. Em 14 de dezembro de 1954, Chopinzinho passa a condição de município.

O nome Chopinzinho deriva do rio como o mesmo nome, que, por sua vez, deriva do rio Chopim que tem seu nome de um pássaro preto e canoro que se chama Chopim ou Chupim, abundante na região na época.

CÉU AZUL – Paraná

CÉU AZUL – Paraná

Na década de 50, as margens da mata atlântica (Parque Nacional do Iguaçu) uma terra começava a ser alvo de cobiça de grandes empresas colonizadoras e exploradoras de terras. Neste mesmo ano, a companhia “Pinhos e Terras” se instalou no local ainda inabitado. Para cumprir a árdua tarefa de explorar as novas terras, a empresa enviou dezenas de homens, os primeiros desbravadores.

Maioria dos trabalhadores veio do Rio Grande do Sul. Um dos primeiros a se instalar foi Alfredo Paschoal Ruaro, na época integrante da direção da empresa “Pinhos e Terras”. Junto com Ruaro, se aventuraram nas terras então desconhecidas Reinaldo Antônio Biazzus e Emilío Henrique Gomes, que também eram funcionários da empresa colonizadora. Ao poucos mais homens, maioria carpinteiros, foram chegando com a missão de realizar serviços preliminares, como as primeiras construções. Lentamente, a mata fechada e inexplorada, foi cedendo espaço para as primeiras casas. O novo município foi sendo redesenhado graças a força de trabalho de famílias como Bernardi, Rombaldi, Gómez, Colombo, Sebbem, Bazzo, Trhun, Perinazo e Domenegato.

Oficialmente, o município foi criado no dia 8 de outubro de 1966 e instalado no dia 22 de dezembro de 1968. São 43 de história. Muita coisa mudou, mas até hoje a cidade mantém o encanto característico de municípios do interior.

ATRATIVOS TURÍSTICOS

Gruta Nossa Senhora de Lourdes: Próximo ao Sítio Vieira, este antigo local religioso é frequentado por todos da região. O local com Santa e altar foi objeto de recuperação e jardinação feito por toda comunidade local.

Parque Nacional do Iguaçu: O Parque Nacional do Iguaçu, é uma Unidade de Conservação brasileira. Está localizado na região Extremo Oeste Paranaense, a 17 km do centro da cidade de Foz do Iguaçu e a apenas 5 km do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. O Parque Nacional tem uma área total de 185.262,20 hectares, e nele se encontra um dos mais espetaculares conjuntos de cataratas da Terra, as Cataratas do Iguaçu.

CÊRRO AZUL – Paraná

CÊRRO AZUL – Paraná

Cerro Azul originou-se de um núcleo de imigrantes europeus, como os ingleses, franceses, italianos e alemães, que se instalaram na região no século XIX por iniciativa da Princesa Isabel, chamado de Colônia Assunguy. O nome da cidade está relacionado à sua geografia, pois está cercado de montanhas, com destaque a uma delas que em determinadas épocas do ano fica coberta por uma névoa azulada. Daí o nome Cerro Azul.

A vocação turística de Cerro Azul está voltada para o Turismo Rural, Ecoturismo e Turismo de Aventura, como as descidas de Rafting no Rio Ribeira com dois percursos, de duas e cinco horas com diferentes níveis de dificuldades, as caminhadas no meio rural e os banhos de rio e cachoeiras.

O município também é conhecido como a capital da laranja, devido a sua grande produtividade de cítricos.

Ao visitar o município, além de se deparar com uma natureza exuberante, também encontrará belas arquiteturas históricas, produtores de cítricos, um rico artesanato elaborado a partir da taboa, sementes, taquaras, palhas e com uma gastronomia diferenciada com rapaduras, leitoa desossada, frango caipira, bolachas de melado e a famosa cachaça artesanal.

CENTENÁRIO DO SUL – Paraná

CENTENÁRIO DO SUL – Paraná

A formação do povoado teve início entre os anos de 1.943 e 1.944, os primeiros colonizadores que aqui se estabeleceram vinham em busca da riqueza, em especial às transações imobiliárias, agrícolas e comerciais. Entre os primeiros povoadores podem ser citados Pio Esteves Martins, que chegou em 1.945 e construiu o primeiro rancho. No dia 20 de Agosto de 1.945 foi efetuada a demarcação de lotes urbanos e rurais pelo Engenheiro Casimiro Leão, com a ajuda do Agrimensor Margarido. A terra fértil atraiu grande número de homens de negócios, fazendeiros e agricultores que iniciaram o progresso e desenvolvimento.

Em 1.946, foi construída a primeira capela (que teve como Padroeira Nossa Senhora Aparecida) e logo após uma padaria e uma pensão. A primeira missa foi celebrada a 06 de setembro de 1.946 pelo Padre Luiz de Otam.

No ano de 1.947, entrou em funcionamento a primeira serraria administrada por Caetano Belenda, a qual impulsionou grande desenvolvimento a esta localidade. Em 10 de Outubro deste mesmo ano, Centenário do Sul foi elevada a Distrito Administrativo através da Lei Estadual nº. 02 em virtude da eleição de Jaguapitã a Município. Foram nomeados nesta data os senhores Antônio R. de Oliveira (Juiz de Paz), Isaac Cândido de Almeida (Sub-delegado), Alcides Faustino (Escrivão do registro Civil e anexos).

Em 1.949, Centenário do Sul, já contava com um campo de pouso para aviões de pequeno porte. Entre os anos de 1.950 e 1.952 a energia elétrica passou a chegar no Distrito através de um gerador instalado na serraria do Sr. Manuel de Freitas. O primeiro vigário Padre foi Frei Francisco, chegou em 1951.

A rápida transformação de simples povoado a Distrito dos mais populosos e promissores fez com que fosse elevado a Município no dia 14 de Novembro de 1951, atendendo a várias reivindicações de seus moradores desmembrando-se de Jaguapitã. No dia 14 de Dezembro de 1952 foi realizada a instalação solene do Município.

A origem do nome Centenário do Sul ao Município deve-se ao Engenheiro Casimiro Leão que assim denominou a localidade para indicar que ficava próximo do Ribeirão Centenário na parte Sul da Gleba. Outros dizem que a origem de Centenário do Sul se deve ao fato que no ano de sua fundação, em 1952, o Sul do Estado comemorava o centésimo aniversário de emancipação de São Paulo.

ATRATIVOS TURÍSTICOS:
O Parque Estadual Ibicatu: Sua área situa-se na bacia hidrográfica do Rio Paranapanema 3, pertencente ao Comitê de Bacias de Piraponema, e próxima à Usina Hidrelétrica Capivara, sob concessão da Duke Energy. A grande beleza cênica do parque e de sua flora e fauna atraem visitantes.

CATANDUVAS – Paraná

CATANDUVAS – Paraná

No começo do século XX, a região do atual município já era habitada. Esta ocupação deu-se pouco tempo após a fundação da Colônia Militar do Iguaçu, em 1889.

A primeira denominação do lugar foi Barro Preto, mas logo ficou conhecida como Catanduvas. Verificam-se de 1923 até 1925, encontro entre tropas legalistas e revolucionárias. Foi nas localidades conhecidas na época pelas denominações de Serras do Medeiros, Borman, Belarmino, Formigas e Roncador, que verificam-se lutas e batalhas sangrentas entre as duas forças. Em 14 de novembro de 1951, o distrito de Catanduvas passa a integrar o município de Guaraniaçu.

Em 25 de julho de 1960, foi criado o Município de Catanduvas, com território desmembrado do Município de Guaraniaçu. A instalação ocorreu no dia 08 de dezembro de 1961.

ATRATIVOS TURÍSTICOS:
MEMORIAL DA REVOLUÇÃO DE 1924: O memorial da revolução de 1924 foi edificado em terreno cedido pela Prefeitura Municipal de Catanduvas e vai contar a história das batalhas ocorridas no município durante os seis meses do entrevero entre legalistas e revolucionários.

Os derradeiros combates da revolução de 1924 deixaram marcas na região especialmente no Território do Município de Catanduvas, objetos, armas inutilizadas, espécies de munição e fotografias da época fazem parte do acervo museológico do Memorial, no qual o visitante poderá conhecer a historia e também localizar-se no tempo-espaço da revolução.

ESTRADA ESTRATÉGICA DE 1888 EM CATANDUVAS: Em 1888 o ministério da Guerra criou a Comissão Estratégica a fim de desbravar e ocupar o Oeste do Paraná, sendo que a estrada estratégica ligando Guarapuava à Foz do Iguaçu iniciou no Império e terminou na República Brasileira. A comissão chefiada pelo Capitão Belarmino de Mendonça instalou-se em Guarapuava e designou o engenheiro e tenente José Joaquim Firmino para a missão de chegar ate a fronteira construindo uma estrada em pleno sertão do oeste do Paraná.

A criação da colônia militar de Foz do Iguaçu teve inicio em 23 de novembro de 1889. A estrada estratégica teve este nome até a primeira década do século XX, depois foi batizada de PR 35 e em 1969 foi planejado um novo traçado deixando a cidade de Catanduvas a 13 km do traçado original e desde então passou a se chamar BR 277.

A estrada estratégica foi usada pelos legalistas e revoltosos durante a revolução de 1924 em Catanduvas e atualmente existe ainda um trajeto original de aproximadamente 6 km e ainda é possível identificar locais e sepulturas da revolução “esquecida” ao longo do trajeto.

GRUTA DO MONGE JOÃO MARIA: Entre mitos e lendas o monge “São João Maria”, passou por Catanduvas no ano de 1912, “abençoando” diversos “olhos” D’água, que segundo a lenda não secam nem mesmo em tempos de estiagem aguda.

No município de Catanduvas ainda é possível identificar vários locais “abençoados” pelo Monge, dentre eles na localidade Tormentinhas, aproximadamente a 04 km da cidade. Neste local o Sr. Ivo Lucion, proprietário da área, construiu uma gruta em homenagem ao Monge no ano de 2005.

O monge João Maria seguia destino ao Contestado entre Paraná e Santa Catarina no qual teve papel importante na luta armada entre colonos e o Governo Federal pela disputa de terras no local.

A gruta do Tormentinhas é visitada por devotos que buscam suas “águas abençoadas” para diversos males do cotidiano e depositam moedas em agradecimento a “graças” alcançadas através do Monge. Além da imagem de “São João Maria” a gruta divide espaço com outros Santos e Santas da Igreja Católica.

GRUTA NOSSA SENHORA DO CARAVAGGIO: Localizada na comunidade caravaggio.

TUMULO DO SOLDADO DESCONHECIDO: É uma sepultura localizadas na mata fechada as margens da antiga estrada Estratégica,que os moradores antigos atribuem a um soldado supostamente das forças “tenentistas” que foi enterrado as pressas no local durante a revolução de 1924. No dia de finados o local recebe ainda hoje velas e flores depositadas por desconhecidos e moradores locais.

CASTRO – Paraná

CASTRO – Paraná

Até o século XVIII toda a região que abriga hoje os Campos Gerais era habitada por índios tupis e gês. Por causa da abundância das pastagens, a região e, em especial o território em que se localiza a cidade de Castro, tornou-se caminho dos tropeiros que iam do Sul (Rio Grande do Sul) para São Paulo (Sorocaba) com suas tropas.

Através do regime de sesmarias, a Coroa Portuguesa queria colonizar várias extensões de terras e por isso doava lotes a famílias que pretendessem se fixar nelas. O primeiro pedido da região foi feito pelo capitão-mor Pedro Taques de Almeida e sua família em 19 de março de 1704. Nessas terras iniciou-se a construção de uma capelinha, hoje atual Igreja Matriz Senhora Sant’Ana.

Pela cidade de Castro passa o rio Iapó – conhecido pelos índios como Igapó ou rio que alaga. Esta característica de transbordar com facilidade obrigava os tropeiros a pernoitarem nas margens, transformando o local num pouso costumeiro das tropas. O movimento dos animais pelas margens do rio Iapó era crescente, pois com a construção da capelinha mais moradores foram se fixando no pouso. Este, em 05 de março de 1774, foi elevado à categoria de Freguesia de Sant’Ana do Iapó. A Freguesia foi elevada à Vila Nova de Castro em 20 de janeiro de 1789.

Depois da instalação da Comarca de Castro em 1854, a Vila foi elevada à categoria de cidade em 21 de janeiro de 1857, sendo considerada a primeira cidade instituída na Província do Paraná. Castro teve fundamental importância na colonização dos Campos Gerais, região desenvolvida durante a atividade econômica do tropeirismo. Esse grande valor histórico é retratado através do centro histórico pela sua bela arquitetura do século XVIII e XIX, o grande arquivo documental e as peças expostas no museu e casas de exposições artísticas.

O Município também soube receber muito bem os imigrantes que vieram motivados pelas terras férteis e em busca de uma melhor qualidade de vida. É grande a diversidade cultural das etnias que formaram a população castrense. Hoje esta diversidade pode ser vista através das duas colônias, Castrolanda (holandesa) e Terra Nova (alemã).

ATRATIVOS TURÍSTICOS:
Estação Ferroviária: Inaugurada em dezembro de 1899, conta com uma estrutura arquitetônica simples, composta de uma construção em alvenaria de tijolos sobre embasamento de pedras. Destacam-se os pilares estruturais arrematados na parte superior por frisos em relevo e os ladrilhos hidráulicos que revestem parte do piso interno. Imóvel tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual em 1997.

Teatro Bento Mossurunga: O teatro foi inaugurado em 2003, em homenagem ao músico castrense que compôs entre muitas obras, o Hino do Paraná.

Museu do Tropeiro: Inaugurado em 1977, no casario mais antigo da cidade,o Museu foi criado com o objetivo de resgatar e preservar a memória do tropeirismo,ciclo econômico dos séculos XVIII e XIX. É Considerado o mais importante do gênero no país,contando com um acervo de mais de mil peças, documentos e objetos históricos que retratam a vida do tropeiro.

Casa de Sinhara: Teve sua construção iniciada na primeira metade do século XIX.Tombado em 1982. Recentemente tornou-se a Casa de Sinhara (ambiente que relata a vida da mulher castrense na época do tropeirismo). Possui objetos,móveis e utensílios, transmitindo ao visitante uma ideia fiel da época.

Morro do Cristo: Situa-se em um dos pontos mais altos do perímetro urbano de Castro, proporcionando uma bela vista da região.

Igreja Matriz Senhora Sant´Ana: Sua construção foi inicidada pelos escravos no início do século XVIII e concluída em 1876, sendo a segunda torre contruída em 1961. Em seu interior encontram-se esculturas de madeira feitas pelo frei Mathias de Gênova, lustres de cristais que foram doados por D.PedroII e um sino de bronze rachado após ter sido tocado na comemoração do fim da Segunda Guerra Mundial.

Memorial da Imigração Holandesa (Moinho): “De Immigrant”(O imigrante) foi construído em 2001 pelo engenheiro holandês Jan Heijdra em comemoração de 50 anos da chegada dos imigrantes holandeses ao Município de Castro. Considerado o maior moinho da América Latina, a construção mostra uma identidade cultural.

Rio Iapó e Ponte Férrea: O rio, que em tupi-guarani significa “Rio que alaga”, tem característica alagadiça. Seus capões acolhedores e fartura de peixes favoreceu o pouso dos tropeiros. Sua extenção é de aproximadamente 180km. Seu leito é sinuoso e possui diversas espécies de peixes,como traíra, lambari, bagre, cará, tubarana, carpa e tuvira. O rio forma o Canyon Guartelá e é um dos 5 melhores rios do Brasil para rafting. Sobre ele, passa a centenária ponte férrea. A base foi construída no século XIX, com uma estrutura de aço importada da Alemanha chegando em Castro desmontada. A construção foi inaugurada em 1899, com 144 metros de comprimento.

Parque Municipal Dr. Libâneo Estanislau Cardoso (Prainha): Mais conhecido como Prainha, tem como principal atrativo o Rio Iapó, o qual teve muita importância para a história de Castro.

Fazenda Capão Alto: Localizada na Colônia Castrolanda, foi “Rota dos Tropeiros”. Postada às margens do Rio Iapó, tem sua história iniciada em meados do século XVIII.

Museu do Imigrante Alemão: Conhecido como Casa do Colono – Das Kolonistenhaus, foi inaugurado em 18 de abril de 1999. Seu pequeno acervo é composto por peças e objetos doados por imigrantes alemães (utensílios domésticos e agrícolas). Administrado pela Associação Cultural de Preservação da História e Ecologia de Terra Nova, cujo objetivo é a preservação da cultura alemã.

Colônia Terra Nova (localizado em propriedade doada pela Sra. Mônica Maus – 15 km da sede de Castro).

Museu do Imigrante Holandês: Inaugurado em 29 de novembro de 1991, em comemoração ao aniversário de 40 anos da imigração holandesa no município.

Museu da Loja Maçônica Fraternidade Castrense: Instalada dentro de uma das mais antigas Lojas Maçônicas existentes, dispõe de documentos históricos, como cópia da ata de fundação, do ano de 1876, documentos que ainda eram selados com cera derretida, artigos de jornais, ferramentas que simbolizam o trabalho realizado, carteiras de antigos membros, condecorações recebidas e também uma pequena biblioteca. Há também a Galeria onde são homenageados os veneráveis, desde o seu primeiro, Senhor Francisco Xavier da Silva, em 1876.

Museu do 5º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado: Acervo de fotografias e utensílios militares doados por ex-militares.

Monumento aos Tropeiros: Está localizado no trevo de acesso a Castro, de autoria do artista plástico Julio Festa.

Parque Lacustre: Localizado no centro, o Parque Municipal Prefeito Dr. Ronie Cardoso, mais conhecido como Parque Lacustre.

Castropeiro: Foi oficialmente aprovado como prato típico em 21/02/1992, criado em 06/11/1991 em homenagem a Castro e aos tropeiros.

CASCAVEL – Paraná

CASCAVEL – Paraná

Os índios caingangues habitavam esta região, que teve a ocupação iniciada pelos espanhóis em 1557, quando fundaram a Ciudad del Guairá, atual Guaíra. Uma nova ocupação teve início a partir de 1730, com o tropeirismo, mas o povoamento da área do atual município começou efetivamente no final da década de 1910, por colonos caboclos e descendentes de imigrantes eslavos, no auge do ciclo da erva-mate.

A vila começou a tomar formas em 28 de março de 1928, quando José Silvério de Oliveira, o Nhô Jeca, arrendou as terras do colono Antônio José Elias nas quais se encontrava a Encruzilhada dos Gomes, localizada no entroncamento de várias trilhas abertas por ervateiros, tropeiros e militares, onde montou seu armazém. Seu espírito empreendedor foi fundamental para a chegada de novas pessoas, que traziam idéias e investimentos. Na década de 1930, com o ciclo da erva-mate já extinto, iniciou-se o ciclo da madeira, que atraiu grande número de famílias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e, em especial, colonos poloneses, alemães e italianos, que juntos formaram a base populacional da cidade.

Em 1934, foi criado o distrito policial de Cascavel. Posteriormente, instalou-se o distrito judiciário e o distrito administrativo, todos integrantes do município de Foz do Iguaçu. Na medida em que as áreas de mata nativa eram esgotadas, a extração madeireira cedia lugar ao setor agropecuário, base econômica do município até os dias atuais.

A vila foi oficializada pela prefeitura de Foz do Iguaçu em 1936, já com a denominação de Cascavel. Entretanto, o prelado daquela cidade, monsenhor Guilherme Maria Thiletzek, rebatizou-a como Aparecida dos Portos, nome que não vingou entre a população. Em 20 de outubro de 1938, já com a denominação definitiva de Cascavel, a localidade foi alçada à condição de sede de distrito administrativo.

A emancipação finalmente ocorreu em 14 de dezembro de 1952, juntamente com a cidade vizinha Toledo, mas por muito tempo a comemoração se deu no dia 14 de novembro de cada ano, devido a uma confusão entre a proposta do governador do estado da época, e a efetiva assinatura da lei. Em 20 de dezembro de 2010 foi sancionada a Lei que define a data de 14 de novembro de cada ano, como data oficial do aniversário da Cidade de Cascavel, comemorando a data de sua criação e não de sua emancipação.

Encerrado o ciclo da madeira, no final da década de 1970, Cascavel iniciou a fase de industrialização da cidade, concomitantemente com o aumento da atividade agropecuária, notadamente soja e milho. Cascavel possui uma topografia privilegiada, fato que facilitou seu desenvolvimento e permitiu a construção de ruas e avenidas largas e bairros bem distribuídos. Hoje, Cascavel é conhecida como a Capital do Oeste Paranaense, por ser o pólo econômico da região e um dos maiores municípios do Paraná.

O NOME: O termo “cascavel” origina-se de uma variação do latim clássico “caccabus”, cujo significado é “borbulhar d”água fervendo”. Segundo a lenda, o nome surgiu de um grupo de colonos que, pernoitando nos arredores de um rio, descobriram um grande ninho de cobras cascavéis, denominando então o local como “Cascavel”. A sonoridade do guizo originou o nome da serpente: do latim “tintinnabulum”, literalmente “o badalar do chocalho”. Símbolo de poder e sabedoria, a serpente era cultuada na antigüidade.

CASCAVEL HOJE: Cascavel é uma cidade jovem e promissora. Com seus 300 mil habitantes, consolidou a posição de pólo econômico regional e epicentro do Mercosul. A cidade destaca-se como pólo universitário, com mais de 21 mil estudantes de ensino superior em sete instituições de ensino. É também referência na medicina e na prestação de serviços. Seu comércio e grande infra-estrutura industrial e de serviços demonstram toda a grandiosidade tecnológica da cidade.

As forças que tornaram Cascavel um pólo regional também estão ligadas ao agronegócio, desde a presença de culturas agroindustriais, passando pela comercialização, até o desenvolvimento da oferta de serviços cada vez mais especializados. Somente no setor de avicultura, um dos mais expressivos da região, mais de 2 milhões de aves são abatidas diariamente.

Destaca-se nacional e internacionalmente nos esportes individuais e coletivos, como canoagem, automobilismo, handebol, futsal e atletismo. Cascavel possui um título paranaense de futebol profissional (1980) e três títulos paranaenses de Futsal profissional (2003, 2004 e 2005). A cidade é também pólo cultural de expressão mundial, sediando eventos anuais como os festivais de música, dança, teatro, cinema e Mostra Cascavelense de Artes Plásticas.

Cascavel mantém espaços culturais que propiciam e estimulam o saber, preservando assim a cultura de sua gente. Os espaços Museu de Arte de Cascavel (MAC), Museu da Imagem e do Som (MIS), Museu Histórico de Cascavel Celso Sperança, Espaço Cultural Igreja do Lago e a Biblioteca Pública Sandálio dos Santos demonstram o poder e a sabedoria do povo cascavelense em edificar e realizar um futuro glorioso.

CARLÓPOLIS – Paraná

CARLÓPOLIS – Paraná

Paulistas vindos de São Vicente e Cananéia, em busca do ouro e pedras preciosas, lançam às margens do Rio Itararé, do Rio Paranapamena e de outros importantes cursos de água os fundamentos de povoados que se transformaram em centros urbanos. Carlópolis é um exemplo desse tipo de povoamento.

Até o ano de 1901, o Patrimônio era uma simples Freguesia do antigo Município de São José da Boa Vista, tendo sido elevado à categoria de Distrito Policial, com a denominação de Jaboticabal.

No ano de 1907, o Distrito Policial de Jaboticabal apresenta notável progresso, com um comércio bem movimentado e importante parque industrial, destacando-se ferrarias, funilarias, ourivesarias, alambiques de aguardente de cana e diversos outros estabelecimentos industriais. A cultura do café também se constituiu numa das principais atividades econômicas da região.

Em 1907, foi criado o Município de Jaboticabal que, mais tarde, em virtude de resolução da Câmara Municipal, passou a denominar-se Carlópolis em homenagem ao tenente-coronel Carlos Cavalcanti de Albuquerque, na época exercendo o cargo de Presidente do Estado do Paraná.

Em 20 de março de 1920, o governo do Estado, por decisão da Assembléia Legislativa ratificou a denominação de Carlópolis, dada pela Câmara Municipal, em substituição ao seu antigo nome de Jaboticabal.

O Município se desenvolveu graças à agricultura e teve um período de grande crescimento econômico, a partir do final da década de 40 até o início dos anos 70. A construção da Usina Hidrelétrica de Xavantes foi decisiva para uma mudança radical na sua economia. Um terço de sua área agrícola, equivalente a aproximadamente 6.000 alqueires paulistas, foram inundadas, provocando uma grande redução da população do Município e queda de 50% na produção.

Entretanto, o grande lago que apresenta paisagens belíssimas e praias artificiais, atraiu e atrai investimentos na área de lazer e náutica, apresentando ao longo dos anos um crescimento acentuado na área de construção civil e, principalmente, com o reconhecimento do Município com potencial turístico pela Embratur, a população mudou, não apenas comportamentos para bem receber os turistas, mas diversificou a produção agrícola, introduzindo no mercado, frutas de excelente qualidade, que despertou interesse nacional, sendo produto de exportação interna, como a goiaba especial de mesa, o caqui, a manga, a acerola,etc., estimulando a economia local.

CARAMBEÍ – Paraná

CARAMBEÍ – Paraná

Carambeí significa "rio das tartarugas". Sua história se confunde com as histórias de Castro e de Ponta Grossa. Sua posição estratégica, bem no meio do antigo Caminho das Tropas, permitiu que Carambeí se desenvolvesse como um grande polo produtor de laticínios, sendo hoje uma das maiores bacias leiteiras do Brasil.

Possui grandes empresas multinacionais. Os primeiros imigrantes neerlandeses chegaram a Carambeí, lá os imigrantes neerlandeses encontraram outros grupos de imigrantes que estavam construindo uma linha férrea para Brazil Railway Company. Essa companhia queria desenvolver a nova área adquirida e entregava ao colono um lote de terra, uma casa, uma canga de bois e três vacas leiteiras.

Parque Histórico de Carambeí é um projeto de caráter sociocultural que pretende eternizar a saga dos pioneiros holandeses e a evolução da história que constituiu a gente brasileira, as experiências que moldaram uma nova sociedade e a oportunidade de uma parceria duradoura entre o Brasil e a Holanda. No Parque Histórico de Carambeí serão construídas obras que retratarão a saga dos imigrantes e outras que mostrarão um pouco da cultura e do espírito empreendedor dos pioneiros holandeses no Brasil.

Será composto de equipamentos culturais integrados, retratando temáticas ambientadas na Cultura Histórica da Imigração, no Cooperativismo, na Agroindústria, Meio Ambiente e Turismo. O Parque Histórico de Carambeí é um projeto de cultura hoje e precisa ser sustentável, interagir intensamente com a comunidade onde se pretende atuar, gerar valor e promover o desenvolvimento humano.

CAPITÃO LEÔNIDAS MARQUES – Paraná

CAPITÃO LEÔNIDAS MARQUES – Paraná

Há 40 anos era difícil prever que Capitão Leônidas Marques se transformaria em uma progressista cidade do Oeste do Paraná, região que é formada por 51 municípios com população aproximada de 1,3 milhão de habitantes. O vilarejo experimentou a maioria dos ciclos desenvolvimentistas que tornariam essa parte do território paranaense em “sinônimo” de riqueza e de oportunidades. Capitão participou dos ciclos da madeira, da hortelã, do feijão, da erva-mate e também sentiu os efeitos da mecanização agrícola.

A origem remete a um projeto de colonização conhecido como Gleba Andrada, habitada por aventureiros que tiravam da caça, da pesca e da extração do palmito a sua sobrevivência. O registro mais preciso do início do vilarejo é de 1957, quando 30 famílias lideradas por João Ruth Schmidt chegaram à região. A primeira denominação foi Aparecida d´Oeste, substituída por Capitão Leônidas Marques em 28 de abril de 1964, data da emancipação político-administrativa do município. Essa faixa de terra até então pertencia a Cascavel. De Capitão já se emanciparam Boa Vista da Aparecida (22 de Dezembro de 1981) e Santa Lúcia (1 de Setembro de 1991).

O nome é uma homenagem a Leônidas Marques dos Santos, militar morto em combate em Catanduvas, onde aconteceram os últimos confrontos da Revolução de 24. Leônidas é pai do ex-deputado estadual Basílio Marques, que ao lado de lideranças como Arnaldo Busatto, contribuiu com o processo de criação do município. O primeiro prefeito foi Otto Francisco dos Passos, responsável pela gestão do município no período de 1964 a 1968. Ele e o vice João Ruth Schmidt foram empossados em 14 de dezembro de 1964, data de instalação do município.

O crescimento de Capitão é resultado da junção do trabalho de várias gestões administrativas, da determinação e do empreendedorismo do seu povo. A exemplo da população, a geração de riquezas começa a ser transferida para o município e hoje os setores secundário e terciário são tão importantes quanto a agricultura para a economia local. O município é dono de uma indústria em expansão.