Descrição

ROTEIRO PARA POST

Em suas ruas e becos estão exemplos de uma arquitetura ímpar vinda do século XVIII. Nas suas igrejas, traços do barroco singelo e de imagens sacras, concebidas pelo santeiro goiano José Joaquim de Veiga Valle, que tem a maioria de suas peças exposta no museu de arte sacra da Boa Morte.

História

Adentrar em Goiás é sentir a hospitalidade goiana, é andar pelas ruas e reviver um tempo que salta aos olhos a cada segundo, é descobrir uma história que está por trás de suas janelas e suas portas.
É descobrir o Museu das Bandeiras, que reúne documentos e objetos que evocam toda a história das entradas e bandeiras no sertão goiano, é entrar no Palácio Conde dos Arcos, residência oficial dos governadores, é caminhar distraidamente e parar em frente a Casa Velha da Ponte “Barco centenário encravado no Rio Vermelho”, e conhecer a história da poetisa “Cora Coralina” a Aninha, que encantou Carlos Drummond de Andrade.
É se deslumbrar com as pinturas feitas em areia, tendo como pincel os dedos de Goiandira do Couto. É perscrutar o silêncio das madrugadas e apreciar o entardecer da centenária igrejinha de Santa Barbara. É percorrer as trilhas e banhar nas águas cristalinas do rio Bagagem, Sota, Poço Rico, Carioca, Santo Antônio. É desbravar as serras que emolduram a cidade, é caminhar pela Serra Dourada e descobrir o areal, a flora, as formações rochosas, que formam figuras interessantes.
Município Histórico, mais conhecido como Goiás Velho, foi capital do Estado, conserva mais de 90% de sua arquitetura barroco-colonial original, graça ao tombamento, desde os anos 50, desse patrimônio arquitetônico do Século XVIII. A Cidade de Goiás é um magnifico mostruário do Brasil oitocentista. E além disso situa-se dentro de um cenário topográfico, singularmente bonito, dentro de um vale envolvido pelos morros verdes e ao sopé da lendária Serra Dourada. Goiás chamou-se originalmente Vila Boa. Os turistas encontram riquíssima arte sacra nas seculares igrejas e nos museus.
O município tornou-se um centro turístico e permite praticamente uma viagem no tempo do Brasil colonial. Em 2001 o Centro Histórico de Goiás foi declarado Patrimônio Mundial. Na cidade todos os anos ocorre o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental que tem a participação de países da África, Europa, América e Ásia.

O que fazer

Museu das Bandeiras: funcionando na antiga Casa de Câmara e Cadeia, tem acervo com peças e mobiliário do século XVIII.
Palácio Conde dos Arcos: tem acervo com obras do século XVIII, utensílios domésticos, pertences, artes decorativas e mobiliário dos antigos governantes.
Museu de Arte Sacra da Igreja da Boa Morte: tem o maior acervo do escultor barroco Veiga Vale, nascido em Pirenópolis, reunindo mais de 100 peças, e também coleções de prataria. A igreja foi construída em 1779.
Casa de Cora Coralina: museu permanente com objetos pessoais da poetisa de mesmo nome.
Casa de Bartolomeu Bueno: residência histórica do Anhanguera, a sua fachada conserva as características do estilo colonial
Chafariz de Cauda: localizado no Largo do Chafariz, é uma construção com padrões do século XVIII (1778).
Igreja de Nossa Senhora do Rosário: conhecida como antiga igreja dos pretos, foi demolida e reconstruída em estilo neogótico em 1934 pelos frades dominicanos oriundos da França. No seu interior, encontram-se afrescos realizados por Nazareno Confaloni na segunda metade do século XX, Percursor do Modernismo no estado de Goiás e fundador da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiás.
Catedral de Santana: localizada na Praça do Coreto, é um edifício feito de adobe e recém-restaurado.Igreja Nossa Senhora da Abadia: capela do século XVIII, tem afrescos no teto.Igreja de Santa Bárbara: apresenta retratos de compositores goianos do século XIX feitos pelo artista Amaury Meneses.

Além disto vale a pena visitar os Becos da Cidade de Goiás: Inspirou a poesia de Cora Coralina e os versos e canções como Noites Goianas.
Rio Vermelho: Corta a cidade, passando também pelo quintal de velhas casas.
Prédio das Antigas Cadeia e Câmara Municipal: Construção de 1761, é um enorme casarão que em seu andar térreo abrigava a cadeia e no superior, a Câmara. A cadeia funcionou até 1950. Atualmente abriga o Museu das Bandeiras. O local é a Praça Brasil Ramos Caiado.
Casa de Fundição: Construção de 1752, era o local onde se fundia o ouro extraído das minas.
Quartel do 20: Serviu de hospital durante a Guerra do Paraguai e atualmente seu pátio interno serve como local de festas populares. Local: Praça Brasil Ramos Caiado, mais conhecida como Praça do Chafariz.
Balneário Cachoeira Grande: Local de queda do Rio Vermelho, abriga praia e piscinas naturais. O local e na Estrada para Jussara, a 6 km do Centro.
Balneário Santo Antônio: GO-070 km 125, à 09 km da Cidade de Goiás – Saída para Goiânia.
Cachoeira das Andorinhas: Queda de cachoeira de 9 mts  de altura, entre rochas que abrigam andorinhas. Seu acesso é feito por estrada de terra com saída pela lateral do morro de Santa Barbara. Possui água limpa que forma poços piscosos. O local é o Fazendo Manduzanzan, a 6 km do Centro.
Furna da Bandeirinha: Túnel escavado provavelmente por escravos, com 2 m de altura, no Morro da Bandeirinha. Dá acesso a vários salões. As visitas só podem ser feitas com acompanhamento. O local é na saída para Aruanã, a 500 m do Centro.
Cruz do Anhanguera: É um dos símbolos da Cidade de Goiás. A relíquia foi transferida para a antiga Vila Boa por Luiz do Couto, em 1918, que a reencontrou depois de ter sido levada, juntamente com a igreja da Lapa, pela enchente de 1839. Nova tempestade no final de 2001 destruiu mais uma vez a cruz, que será reconstruída nos mesmos moldes da original.
Nayla Mayara – Roteiros BR

Cidade de Goiás Velho - Goiás

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