Mundialmente conhecido por sua biodiversidade, possui atrativos naturais e culturais que podem ser vistos ao participar de passeios turísticos. Os cenários são distintos e com belezas peculiares, sendo rico em flora, fauna e exuberância da natureza. A dedicação de seus habitantes o tornaram uma das mais produtivas áreas agrícolas e seus visitantes devem provar sua comida típica. O turismo ecológico também representa uma importante fonte de receita para o estado. Localizado na região Centro-Oeste do Brasil juntamente com Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal, o Mato Grosso do Sul faz divisa com cinco estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso e também fronteira ao sul com o Paraguai e a oeste com a Bolívia, sendo banhado pelo sistema dos rios Paraná e Paraguai e seus afluentes e vegetação dominantes características de cerrado.

Mato Grosso do Sul, que nasceu da divisão de Mato Grosso em 11 de outubro de 1977, tem o privilégio de mostrar para o mundo uma região abençoada pela natureza: na sua história, os mares de Xaraés como a origem do Pantanal; a chegada dos primeiros colonizadores em busca do ouro; sua cultura construída a partir da influência da sua ocupação humana datada de 10.000 aC pelos indígenas e da proximidade com a fronteira. O Pantanal, uma das maiores planícies de sedimentação do mundo, aproximadamente 140 mil km², com 65% do seu território no Estado de Mato Grosso do Sul apresenta fauna e flora de rara beleza e abundância influenciado por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e de Mata Atlântica que se estende até a Região da Serra da Bodoquena. O Pantanal foi reconhecido pela UNESCO, no ano 2000, como Reserva da Biosfera, por ser uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais da Terra.

De origem e tradição agropecuária, o Estado tem na sua gastronomia uma resultante dos elementos culturais e naturais que construíram suas tradições e costumes: a variedade de peixes que se reflete numa culinária rica e exótica onde o churrasco com mandioca também é muito apreciado, assim como o tereré (espécie de mate gelado); os doces caseiros feitos de frutas típicas da região; da influência fronteiriça, a chipa, a saltenha, a sopa paraguai e o locro. Dentre as manifestações culturais, no artesanato, a expressão indígena é predominante com belíssimas peças rústicas e originais.

Com a cidade de Bonito e o Pantanal enriquecendo seu território, bastaria ao Mato Grasso do Sul ter uma capital que recebesse bem os turistas e lhes apontasse os caminhos que levam a essas cercanias de turismo ecológico e de aventura. Mas Campo Grande quer mais e pede aos visitantes que se demorem um pouquinho por ali. Aceito o convite, o melhor a fazer é passear por essa cidade organizada e planejada, com inúmeras áreas verdes como o Parque das Nações Indígenas, de largas alamedas, pista de skate, quadras e teatro de arena. Fica ali também o Museu de Arte Contemporânea e o Museu das Culturas Dom Bosco, com bom acervo sobre os povos indígenas que habitaram – e ainda habitam – o estado. Imigrantes paraguaios, bolivianos e até japoneses também deixaram suas influências culturais na cidade, especialmente na culinária.

Na Feira Central, por exemplo, numerosas barracas servem o sobá, macarrão com omelete desfiada, receita trazida pelos japoneses que chegaram de Okinawa no início do século 20. Menos de 260 quilômetros separam a Cidade Morena, como é conhecida Campo Grande, das águas cristalinas de Bonito e seu apelo irresistível para deixar o corpo flutuar no Aquário Natural da Reserva Ecológica Baía Bonita ou se deixar levar, de snorkel e nadadeiras, pela correnteza do Rio da Prata, na vizinha Jardim.

As duas cidadezinhas, na Serra da Bodoquena, convocam também os que gostam de sentir o coração saltar turbinado pela adrenalina. Esses corajosamente fazem um rapel de 72 metros no Abismo Anhumas, a maior caverna submersa do mundo. E há muito mais a curtir pelas trilhas, cachoeiras e grutas que guardam em suas profundezas lagos de águas azuis-turquesas e formações calcárias estranhas e sedutoras. Mais perto ainda de Campo Grande, a apenas 146 quilômetros, está Aquidauana, um dos pontos de partida para explorar a diversidade do Pantanal, a maior planície alagável do mundo. Os que escolhem ter como base também Miranda ou mesmo Corumbá, já na divisa com a Bolívia, vão desbravar o Pantanal Sul, podendo escolher entre cavalgar, andar de jipe e pescar, instalando-se em hotéis nas próprias cidades, em remotas fazendas de ecoturismo ou em barcos-hotéis.

O importante é saber que, qualquer que seja o caminho escolhido para conhecer esse cenário exuberante, os astros do espetáculo são bandos de tuiuiús, pássaro símbolo da região, jacarés, capivaras, cobras, e, com sorte, até a arisca onça-pintada. Seja gentil, dispare apenas suas fotos, saboreie o pintado ao urucum, receita típica do lugar, agradeça e despeça-se deixando tudo como encontrou. Se for pescar, saiba que há regras e fiscalização. De novembro a fevereiro, época das chuvas e da piracema, essa atividade é proibida – tudo para garantir que a vida nos rios do Pantanal seja preservada.