Uma terra de mil jeitos. Jeitos de natureza e jeitos humanos. Situada ao Sul do Brasil, entre os estados do Paraná e Rio Grande do Sul, Santa Catarina recusa definições. Este pequeno estado brasileiro, com pouco mais de 6 milhões de habitantes, reúne em seus singelos 95,4 mil km² uma diversidade tal de cenários e gentes que deslumbra os que o visitam. Praias de areia branca, matas tropicais e serras nevadas. Pescadores açorianos, agricultores italianos e industriais alemães. Uma terra de belos e definitivos contrastes, e por isto mesmo tão fascinante. Foram os portugueses – bandeirantes, caçadores de índios e aventureiros – que desbravaram Santa Catarina, espalhando entrepostos e povoados pelo litoral a partir do Século XVI.

Os imigrantes açorianos vieram bem mais tarde, no Século XVIII, mas foram eles que colonizaram e deram forma ao tipo humano tão especial que hoje habita os 500 Km de litoral do estado. Na segunda metade do século passado chegaram os alemães, espalhando-se pelo vale do Rio Itajaí, adentrando ao interior em busca de melhores terras e oportunidades. Com trabalho e determinação, construíram a pujante face industrial de Santa Catarina. Joinville, Blumenau, Brusque e Pomerode são cidades que preservam está forte herança germânica na arquitetura, na culinária, no sotaque e através de concorridas festas populares, como a Oktoberfest. No fim do século foi a vez dos italianos, a maior corrente migratória já recebida por Santa Catarina. Eles ocuparam principalmente a Região Sul do estado, próxima ao litoral, e até hoje cidades como Criciúma, Urussanga e Nova Veneza preservam tradições herdadas dos pioneiros: o cultivo da uva e do vinho, o amor à boa mesa, a alegria e a religiosidade. Mas o mosaico de tipos humanos que fundiu o catarinense de hoje inclui ainda os tropeiros que faziam a rota entre o Rio Grande do Sul e São Paulo, os japoneses, os austríacos e os gaúchos, que ocuparam as férteis terras do Oeste.

Todos responsáveis pela rica diversidade cultural e sociológica de Santa Catarina. A natureza dá o tom do litoral catarinense. São 500 Km de praias, emoldurados por lagoas, rios, montanhas e exuberante Mata Atlântica. Da mansa Baía da Babitonga, na fronteira com o Paraná, até as longas praias de mar aberto ao sul de Araranguá, descortina-se um cenário fascinante de águas claras, areias brancas e muito verde. A Ilha de São Francisco, no Extremo-Norte, abriga a mais antiga povoação catarinense. Fundada por franceses em 1504, São Francisco do Sul guarda invejável patrimônio histórico e um jeito próprio que fascina. Com 30 mil habitantes, é terra de pescadores e marinheiros. A Baía da Babitonga, sobre cujas águas se debruça a cidade, é um paraíso náutico através do qual chega-se aos 13 balneários do município e às inúmeras ilhas onde a natureza impera soberana. Pela Lagoa de Saguaçu alcança-se Joinville, a maior cidade do estado e marco da imigração alemã. O litoral catarinense tem jeito açoriano.

As canoas coloridas e as redes, a comida, os rostos e sotaques remetem ao arquipélago português. Os imigrantes vieram em busca do óleo de baleia e criaram cidades como Barra Velha, Piçarras, Penha e Armação. Na antiga terra dos índios carijós surgiu também Itajaí, que hoje tem 140 mil habitantes e disputa com São Francisco do Sul a posição de maior porto catarinense. O parque temático Beto Carreiro World, no Balneário de Penha, é a maior atração turística da região, juntamente com as belas praias e a herança histórica de São Francisco do Sul. Em nenhuma outra parte do litoral o contraste entre o novo e o antigo é tão evidente como na região ao norte de Florianópolis.

Os arranha-céus e a movimentada vida urbana de Balneário Camboriú e Itapema contrastam com os cenários bucólicos de Bombinhas e Porto Belo. Principal destino turístico de Santa Catarina, Balneário Camboriú vive duas realidades. Pacata cidade de 75 mil habitantes, transforma-se no verão em uma metrópole cosmopolita, com mais de 800 mil moradores, muito consumo e agitação. Uma efervescência urbana que não apaga o encanto natural da região. Ao Sul, pela chamada Costa Brava, cenários de indescritível beleza pincelam o litoral recortado entre encostas cobertas de Mata Atlântica. Ainda mais ao sul, Bombinhas e Porto Belo dividem um conjunto único de enseadas, costões e praias, muito procurado por velejadores e praticantes do mergulho. A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo – um conjunto de três ilhas distante poucas milhas da costa – marca o encontro das águas frias da Corrente das Falklands com a morna Corrente do Brasil, que vem do Norte. Peixes tropicais e pingüins reúnem-se num mesmo quadro, para deleite dos mergulhadores. Agitada pelo turismo no verão, a região vende tranquilidade no resto do ano. Lindas praias desertas e bucólicas estradas de terra aportam em comunidades onde o jeito açoriano tempera as comidas, as rendas e os cenários, que parecem perdidos no tempo.

Uma terra de contrastes, onde a agitação da vida moderna convive com a placidez das comunidades do interior. Assim é a Ilha de Santa Catarina, deliciosa fatia do paraíso com 523 km² de verdes encostas, lagoas e 42 praias. Nela fica Florianópolis, capital habitada por 280 mil privilegiados, um dos principais destinos turísticos do Brasil e opção de residência para quem busca qualidade de vida. O espírito açoriano, herdado dos imigrantes que povoaram a região há 250 anos, personaliza a ilha. Os barcos de pesca, as rendeiras, o folclore, a culinária e a arquitetura colonial qualificam o turismo e atraem recursos que compensam a falta de indústrias de porte. Vilarejos envoltos em tradição e história, como Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha, resistem aos avanços da modernidade. As praias do Norte têm águas calmas e boa infraestrutura turística. Jurerê, Canasvieiras e Ingleses são as mais procuradas, principalmente por argentinos.

No Leste, ficam a Lagoa da Conceição e as praias da Joaquina, Mole e Barra da Lagoa, redutos de gente jovem onde os esportes radicais dão o tom. O Sul é mais agreste, e praias como Armação e Pântano do Sul atraem por sua tranquilidade, barcos coloridos e redes de pesca. No continente, ficam alguns bairros e os municípios da Grande Florianópolis: São José e Palhoça ao sul, Biguaçu e Governador Celso Ramos ao norte. Além de sediar indústrias, estas localidades possuem encantos como a Ilha de Anhatomirim com sua imponente fortaleza, e a Praia da Guarda do Embaú. Surf e História respondem pelo turismo na região ao sul de Florianópolis. As ondas de Garopaba e Imbituba dividem com o fascínio histórico de Laguna o mérito de atrair milhares de visitantes para a região, onde belos cenários naturais também estimulam a prática do ecoturismo. Ondas com tamanho e formação ideais para o surf fazem com que a região entre a Guarda do Embaú e Laguna seja conhecida como “Havaí Brasileiro”, atraindo surfistas o ano inteiro. Garopaba é o polo irradiador do surf na região, e praias como Ferrugem e Silveira são famosas em todo o Brasil.

O mesmo acontece com as praias do Rosa e da Vila, no vizinho município de Imbituba, e do Mar Grosso e Farol de Santa Marta, em Laguna. A História dá o tom em Laguna. Terra de Anita Garibaldi e capital da República Juliana no Século XVIII, a cidade possui mais de 600 prédios tombados. Nos museus e ruas do Centro Histórico, respira-se um passado de guerras e heroísmo. Ali perto, o Farol de Santa Marta emociona. Construído por franceses em 1891, é o maior em alcance visual das Américas. Domina, imponente, a ponta do cabo que lhe dá o nome, cercado por dunas brancas e belas praias.

Mais ao sul, o litoral afasta-se da serra, as praias tornam-se longas lâminas de areia varridas pelo vento, as povoações escasseiam. Ainda assim, até a fronteira com o Rio Grande do Sul, a região apresenta gratas surpresas naturais. Maior cidade de Santa Catarina, com quase 500 mil habitantes, Joinville abre o Caminho dos Príncipes. Um roteiro bucólico que atravessa cidades como Jaraguá do Sul, Rio Negrinho, São Bento do Sul e Corupá. Percorrê-lo é descobrir a simplicidade e a beleza do interior catarinense, temperadas pela rica tradição germânica. Situada entre a Serra do Mar e a Baía da Babitonga, Joinville é o maior parque industrial e também o maior centro exportador de Santa Catarina.

Harmoniza avenidas largas e shopping centers com uma bela arquitetura colonial germânica e o ar pacato de cidade do interior. Tomando-se a SC-301, logo acima de Joinville, ingressa-se num roteiro mágico que leva até Campo Alegre, São Bento do Sul e Rio Negrinho. São cidadezinhas tipicamente alemãs, com casarões de madeira e ruas impecavelmente limpas. São Bento é a mais próspera, mas seus 60 mil habitantes conseguem harmonizar o progresso com a preservação dos encantos do passado. Partindo de Rio Negrinho pela Ferrovia das Cachoeiras, em uma antológica Maria-Fumaça, ou mesmo pela moderna rodovia que serpenteia serra abaixo, chega-se até Corupá. Ali, a atração são as cachoeiras que brotam das encostas, mapeadas por trilhas ecológicas.

Pouco mais abaixo, Jaraguá do Sul é importante polo industrial. Tem 100 mil habitantes, a cordialidade de cidade pequena e a fama de excelente local para a prática de canoagem e asa-delta. Um pedaço da Alemanha encravado em plena Santa Catarina. Assim é o Vale do Itajaí, onde cidades como Blumenau, Brusque e Pomerode preservam a cultura e as tradições dos imigrantes que colonizaram a região. Esta reverência germânica é visível na arquitetura e na culinária, no artesanato e nas festas, nos olhos azuis e nos cabelos loiros da população. Blumenau é o centro deste enclave germânico. Maior polo têxtil do Brasil, famosa por seus cristais e porcelanas, a cidade debruça-se bela sobre o Rio Itajaí-Açu. Largas avenidas pontilhadas de construções típicas, pontes que abraçam o rio e animadas cervejarias abrigam uma gente hospitaleira. A Vila Itoupava, distante 25 Km do centro, é um interessante conjunto de construções em estilo enxaimel, restaurantes típicos e pontos de venda de produtos coloniais.

Com mais de 120 indústrias, Brusque é conhecida como a “Cidade dos Tecidos”. É o maior polo de pronta-entrega de confecções do Sul do Brasil. Possui uma renda per capita em torno de US$ 6.500,00 – bem acima da média nacional – e atrações que vão desde sua arquitetura e culinária tipicamente alemãs até o fascínio da Caverna de Botuverá, uma das mais belas do país. Embora menor, Pomerode é considerada a cidade mais alemã do Brasil. Distante 32 Km de Blumenau, destaca-se por suas porcelanas, pelo bilinguismo (95% da população fala fluentemente o alemão) e, como não poderia deixar de ser, pela arquitetura e culinária tipicamente germânicas. Quem percorre os caminhos do Sul descobre, nas dobras do interior e no povo ímpar que as habita, um jeito italiano que surpreende e agrada. Maior corrente migratória recebida pelo estado, os italianos representam quase 65% da população catarinense. Existem colônias italianas ao norte e oeste do estado, mas o principal e mais homogêneo reduto italiano de Santa Catarina fica no sul.

Lá, degustar um bom vinho, comprar produtos caseiros, apreciar dialetos e canções tradicionais são prazeres simples que gratificam o visitante. Urussanga é a capital da “Pequena Itália”. Sede da Festa do Vinho, é uma agradável cidadezinha, salpicada de casas coloniais e cantinas transformadas em simpáticos restaurantes caseiros. A reproduction da “Pietá” de Michelangelo, doada pelo Vaticano e exposta no interior da Igreja Matriz, é outra atração da localidade. Em Orleans, o Museu ao Ar Livre preserva casas, engenhos e equipamentos dos primeiros imigrantes e a Via Sacra foi arrancada da rocha pelo escultor Zé Diabo. Em Nova Veneza, a atração é a antiga casa da Família Bratti, o mais excepcional conjunto arquitetônico feito em taipa de pedra da região. Complementam o circuito os municípios de Criciúma, Pedras Grandes, Treze de Maio, Sangão, Morro da Fumaça, Cocal do Sul, Siderópolis, Forquilhinha, Maracajá, Morro Grande, Meleiro, Turvo e Jacinto Machado. Jeitos e rostos de um mundo simples, com sabor italiano.

Aconchegada entre as verdes colinas do Meio-oeste catarinense, Treze Tílias é uma verdadeira viagem aos Alpes austríacos. Uma cidade de 4 mil habitantes, recheada de telhados pontiagudos, floreiras nas janelas e simpáticos olhos azuis. Uma herança cultural tirolesa, que transparece também nas danças ao som de bandinhas típicas e nos ateliês de escultura em madeira, um dos maiores atrativos da cidade. Boa parte dos moradores tem dupla nacionalidade e vota nas eleições austríacas através do vice-consulado daquele país existente na cidade. Um pedacinho da Europa em terras tropicais, onde analfabetos e desempregados praticamente não existem. Já Fraiburgo teve colonização de alemães e italianos. Com 40 mil habitantes, é considerada a Capital Nacional da Maçã, responsável por 45% da produção nacional.

Tudo na região gira em torno do fruto proibido, dos cenários verdes de pomares que sobem colinas ao prato mais típico da região: torta de maçã. Além dos europeus, o Meio-oeste catarinense também tem asiáticos. Perto de Curitibanos, em Frei Rogério, uma intrigante comunidade japonesa trabalha a terra, para dela extrair verduras, frutas e flores multicoloridas. Com proverbial perseverança, colore os campos da região com cravos e crisântemos. Muitos sequer falam português. Vivem bem consigo mesmos, cultuando em silêncio a terra e a tradição dos seus antepassados. No inverno, o cenário de neve, pinheiros e frio surpreende e torna ainda mais bela a natureza agreste do Planalto Catarinense. Pequenas cidades e povoados rurais emolduram e complementam o espetáculo natural de serras e planícies cortadas por cânions e, mesmo estando-se a menos de 100 Km do litoral, respira-se o revigorante ar gelado das montanhas. Basta deixar a BR-101 e aventurar-se pela Serra do Rio do Rastro, ou do Corvo Branco, para maravilhar-se com os cenários que se sucedem a cada curva da sinuosa estrada. Montanhas cobertas de Mata Atlântica são lentamente substituídas por araucárias seculares e cachoeiras pontuam rios de água cristalina. No planalto, campos gramados, demarcados por rústicas taipas de pedra, abrigam rebanhos de gado e são, ocasionalmente, cobertos por fina camada de neve. Hotéis-fazenda espalham-se pela região, recuperando a vida simples do interior, o trato com os animais e as tradições que vieram do Sul. Urubici, a 1.820 metros de altitude, é a cidade mais fria do estado, e lá a temperatura chega ao zero graus no auge do inverno.

São Joaquim – segundo produtor regional de maçã – recebe maior incidência de neve e, por consequência, o maior número de visitantes da região. Lages, mais para o oeste, foi passagem dos tropeiros que ligavam o Rio Grande do Sul a São Paulo e ainda hoje por lá predominam a cultura campeira, o pinhão, o churrasco e o chimarrão. O povo de Santa Catarina, multifacetado étnica e culturalmente, possui uma característica comum: o gosto pelas festas. Além do Circuito de Festas de Outubro, liderado pela Oktoberfest, durante todo o ano animam o estado diversas festividades étnicas, religiosas e culturais que reafirmam o jeito alegre e descontraído do catarinense. Dez festas compõem o Circuito de Outubro, misturando tradições alemãs, portuguesas, austríacas e italianas, com farta gastronomia e muita cerveja. A Oktoberfest de Blumenau comanda o espetáculo. É o maior evento popular do país, depois do Carnaval, e atrai quase um milhão de visitantes. Durante 17 dias são consumidos 400 mil litros de chope, ao som de bandinhas típicas da Alemanha e muita descontração.

A Fenarreco de Brusque, a Fenachopp de Joinville, a Schützenfest de Jaraguá do Sul, a Musikfest de São Bento, a Kegelfest de Rio do Sul e a Oktoberfest de Itapiranga são eventos que revivem as tradições germânicas. A cultura austríaca é apresentada na Tirolerfest de Treze Tílias, e a Quermesse da Cultura e Tradição, em Criciúma, resgata a herança italiana. Em Itajaí, o vinho, a bacalhoada e o som do fado falam na Marejada do passado açoriano dos habitantes do litoral. No resto do ano, inúmeras outras festividades espalham-se por todo o território de Santa Catarina. Destaque para o Festival de Inverno, em São Joaquim, e a Festa do Pinhão, em Lages. Brota das profundezas da terra, quente e cristalina, uma das maiores riquezas de Santa Catarina. São as fontes termais, de qualidade só comparável às melhores do mundo, e que atraem milhares de visitantes aos balneários construídos para seu melhor aproveitamento. Muitos buscam apenas repouso e lazer, outros a cura para seus males, já que as propriedades terapêuticas destas águas – com temperaturas em torno de 38º graus – curam reumatismo, artrite, problemas de estômago, intestino e pele, estafa, insônia e nervosismo. As principais termas de Santa Catarina estão equipadas com completa infraestrutura turística, propiciando uma atmosfera de tranquilidade aos que nelas buscam a solução para seus males, ou apenas deliciosos momentos de relaxamento e paz.

Destacam-se Gravatal, Águas Mornas e Santo Amaro da Imperatriz, próximas ao litoral, e Piratuba, Águas de Chapecó, Palmitos e São Carlos, no Oeste do estado. Além destas principais, inúmeras pequenas fontes termais espalham-se por todo o território catarinense, visitadas por turistas vindos de vários pontos do país e até do exterior. Um complemento natural e saudável da geografia privilegiada com que a região foi agraciada. Para quem gosta de natureza, Santa Catarina é o paraíso. A diversidade geográfica do estado, aliada a uma cobertura vegetal rica e preservada, garante aos adeptos do ecoturismo opções fascinantes. Mergulho, voo-livre, trekking, montanhismo, canoagem e rapel são algumas das modalidades esportivas praticadas com entusiasmo em terras catarinas. Para mergulhar, nenhum local supera a Ilha do Arvoredo, situada entre Porto Belo e Florianópolis. Ali se encontram a Corrente das Falklands, de águas geladas, com a tépida Corrente do Brasil, produzindo uma notável miscigenação da vida marinha.

Outras ilhas, como a do Campeche, em Florianópolis, também propiciam boas condições de mergulho, assim como costões e enseadas em quase toda a costa catarinense, entre Laguna e São Nas encostas da Serra do Mar, quem gosta de sentir o sangue pulsar forte nas veias não se decepciona. Descer cachoeiras em Presidente Getúlio, atirar-se de bote nas correntes do Rio Itajaí-Açu, voar de asa-delta em Jaraguá do Sul ou fazer trekking em Florianópolis ou na Serra do Corvo Branco são alguns esportes ecológicos possíveis no cenário agreste da Mata Atlântica catarinense. As cachoeiras de Corupá e a fantástica Caverna de Botuverá também são ícones do ecoturismo local, um segmento que representa nova e promissora fonte de recursos para o estado. Embora ocupe pouco mais de 1% do território brasileiro, Santa Catarina possui papel de destaque no cenário nacional, e não apenas por seus animadores índices sociais e econômicos. Sua diversidade cultural, étnica e geográfica, assim como uma privilegiada localização em relação aos países do Mercosul, representam um enorme potencial para a afirmação do estado como um dos principais destinos turísticos do país.

Um litoral privilegiado, pontos turísticos já consagrados como Florianópolis, Balneário Camboriú e Blumenau, serras belíssimas e um completo circuito de festas conquistam o visitante. Estas atrações fazem com que o estado receba algo em torno de 4 milhões de turistas anualmente, um número em constante crescimento. No ecoturismo, segmento que mais cresce dentro do turismo mundial, florescem as melhores perspectivas para Santa Catarina. Suas cachoeiras, a Floresta Atlântica bastante preservada, rios cristalinos e imponentes montanhas atraem um contingente cada vez maior de amantes dos esportes ditos naturais, do alpinismo ao trekking, do ciclismo de montanha ao rafting.

Uma tendência que poderá transformar a região no mais novo polo eco turístico mundial, um destino que parece haver sido traçado especialmente para esta terra com nome da santa e abençoada pela natureza. Santa Catarina A diversidade geográfica e humana de Santa Catarina é surpreendente para um território de apenas 95,4 mil km² – do tamanho aproximado de países como a Áustria, Hungria, Irlanda ou Portugal. Uma viagem de poucas horas de carro é suficiente para experimentar mudanças radicais no clima, na paisagem, nos sotaques e culturas. Com atrativos diferenciados e de fácil acesso, o estado tem vocação acentuada para o turismo. Visitá-lo é um deleite, tanto para quem quer férias tranquilas, como para os que buscam a aventura de esportes ligados à natureza: vela, remo, surfe, canoagem, rapel, parapente, asa-delta, alpinismo, trekking… Há oito estâncias hidrominerais, 14 áreas federais e 5 estaduais de proteção ambiental, além de dezenas de parques ecológicos municipais.