O povoamento do Pará começa com a entrada de holandeses e ingleses, mas consolidado com os portugueses. O início da formação do Estado se dá em 1616, com a fundação do Forte do Presépio, primeiro marco de construção da cidade de Belém, na época Santa Maria de Belém do Grão-Pará. O responsável pela fundação foi Francisco Caldeira Castelo Branco, antigo Capitão-Mor do Rio Grande do Norte.

Para chegar à Belém, ele saiu do Maranhão, chefiando uma expedição de 200 homens, em três caravelas – Santa Maria da Candelária, Santa Maria da Graça e Assunção. Um relato, datado de 1650, registra uma informação do Padre Antônio Vieira dizendo, em sua “Resposta aos Capítulos do Procurador do Maranhão”, que a população de Belém somava 80 almas, sem incluir os nativos, os religiosos e os soldados. As primeiras ruas da nova cidade foram sendo abertas, todas paralelas à grandiosa baía do Guajará.

Os caminhos transversais levavam ao interior. Era maior o desenvolvimento para o lado norte, onde os colonos levantaram suas casas de taipa. Era o começo de Belém. Assim nascia o primeiro bairro da capital, hoje conhecido como Cidade Velha, onde está boa parte da história da capital paraense. No séc. XVIII, o território está integrado à capitania do Grão-Pará e Maranhão e vive um período próspero, com lavouras de café, arroz, cana-de-açúcar, cacau e tabaco, além de fazendas de gado.

No início do séc. XIX, Belém torna-se um grande centro urbano. Em 1821, a Revolução Constitucionalista do Porto é apoiada pelos paraenses, que se revoltam contra o rei de Portugal. O levante é sufocado. Em 1835, é palco do movimento da Cabanagem, considerado o maior e verdadeiramente popular manifestação de luta no Brasil. A economia fica estagnada até o fim do séc. XIX, quando o crescimento é retomado com o início do ciclo da borracha, que trouxe riqueza e ostentação à cidade.

É nesta época que são construídas as grandes obras da cidade, como o rico e belo Teatro da Paz, um dos maiores símbolos desse período. O Estado do Pará, com 1.248.042 km2 de extensão, representa 16,66% do território brasileiro e 26% da Amazônia. Cortado pela linha do Equador no seu extremo norte, é dividido em 143 municípios, onde vivem cerca de seis milhões de pessoas.

O Pará já conta como uma infraestrutura capaz de sustentar a implantação de projetos produtivos para alavancar o desenvolvimento do Estado. A economia, tradicionalmente calcada no extrativismo, sofreu a primeira grande mudança na década de 70, com a política de incentivos fiscais definida pelo Governo Federal para estimular o desenvolvimento da Amazônia, que resultou na implantação de vários projetos industriais, agrícolas e pecuários. O Estado do Pará oferece inúmeros e fortes atrativos (49% dos atrativos naturais de toda a Amazônia, segundo a OEA – Organização dos Estados Americanos) para o turismo, atividade que vem crescendo, principalmente, depois dos investimentos em infraestrutura realizados pelo Governo do Estado.

A política de desenvolvimento do turismo, que garante retorno dos investimentos, desenvolvimento sócio econômico e baixo nível de agressão ambiental, dividiu o Estado em seis polos: Belém e Costa Atlântica: Voltado para o turismo de negócios, lazer e cultura, com centros de convenções, museus, teatros, bosques e belas praias, inclusive algumas das poucas praias de rio com ondas, existentes no mundo.

Tapajós: Onde se encontram os rios Amazonas e Tapajós, além da exuberante paisagem de praias fluviais, cachoeiras, florestas e formações rochosas, oferece a possibilidade de comboiar importantes manifestações culturais do povo paraense.

Araguaia-Tocantins: Voltado para o turismo ecológico e de aventura, concentra os torneios de pesca esportiva disputados no Estado, inclusive no lago da hidrelétrica de Tucuruí e oferece as belas praias fluviais dos rios desta microrregião, que só aparecem nos meses de verão. Marajó: Voltado para o turismo ecológico. Na ilha, localizada na foz do Amazonas, as atrações são inúmeras, da culinária à pororoca, das praias aos cenários de pantanal. Das manifestações culturais à riqueza da flora e fauna.

Xingu: Representado no Plano de Desenvolvimento Turístico, da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), por Altamira. Conhecido como o maior município do mundo, em termos de extensão, Altamira é daquelas cidades inesquecíveis: belas praias, uma rica história cultural, preservada pelos descendentes de índios e portugueses e ainda faz parte de uma das mais belas e preservadas regiões do Norte do Brasil.

Com dois mil quilômetros de extensão, o rio Xingu é um dos principais corredores da pesca esportiva no Pará (modalidade que cresce a cada ano em todo o país) e abriga um manancial paradisíaco de belos peixes. Cachoeiras, corredeiras e praias de água doce são abundantes e se transformam num grande atrativo aos moradores locais e aos programas de turismo ecológico nos finais de semana.