Inicialmente, o atual espaço do Rio Grande do Norte era habitado por grupos de caçadores e coletores, os vestígios arqueológicos demonstram a luta diária e produção simbólica desses homens e mulheres. O início da colonização da Capitania do Rio Grande foi muito conturbado. Somente quando revertida à Coroa é que ela é conquistada, no entanto, obteve pouca significação econômica. Os índios Potiguares foram os primeiros a fazer contato com os homens brancos.

Habitavam o litoral e foram fundamentais tanto na resistência quanto no auxílio ao processo colonizador. Os índios Tapuias eram dominantes no interior da Capitania e não falavam a língua geral. Eram considerados arredios, violentos e de difícil trato pelos colonizadores portugueses, Os Tapuias foram guerreiros e se contrapuseram energicamente ao modelo colonizador ibérico. A costa potiguar foi explorada inicialmente pelos franceses. Os exploradores da França tornaram-se em um obstáculo formidável às investidas colonizadoras portuguesas.

O domínio português tem início a partir da Fortaleza dos Reis Magos. Aqui é lançado o sentido inicial da capitania: bastião de defesa e trampolim para a colonização das terras mais meridionais. A produção açucareira na Capitania do Rio Grande prosperou apenas nos engenhos do Ferreiro Torto e do Cunhaú. Contudo, a agitação militar da colônia não os fez progredir de forma incessante. As Guerras dos Bárbaros foram os principais episódios de resistência indígena ao avanço da frente pastoril colonial. Os holandeses, depois de dominarem Pernambuco aportam no Rio Grande. A Fortaleza dos Reis Magos foi a última alternativa de resistência portuguesa.

Foi sitiada e finalmente tomada pelos holandeses, a Capitania estava, enfim, dominada. Os janduís, guerreiros temidos e fiéis aliados dos flamengos, foram decisivos no período de domínio holandês da Capitania. Unidos aos janduís os holandeses promoveram alguns dos mais sangrentos massacres da época na colônia. O processo de construção do Estado Nacional dá à fisionomia do espaço norte-rio-grandense contornos definidos: política, economia e sociedade aos poucos vão se modernizando. A última eleição do Império no Rio Grande do Norte, cujo embate deu-se no seio do próprio Partido Liberal, marcou a ascensão do Seridó no cenário político potiguar.

A propriedade da terra não teve uma mesma regulamentação na Colônia e Império. Somente na segunda metade do século XIX é que se acirrou o mercado de terras. O Rio Grande do Norte foi palco de significativos eventos nacionais durante a Republica, período de tensões sociais e políticas dramáticas. A cotonicultura no Rio Grande do Norte foi o único produto agrícola a elevar o Rio Grande do Norte à condição de exportador para o mercado nacional e internacional, o algodão marcará a economia potiguar até meados do século XX.O algodão mocó produzido no sertão seridoense definirá sociedade, economia e política do Rio Grande do Norte.

Com a Proclamada da República, o Rio Grande também se polarizará entre posições que advogam a centralização e a descentralização do Estado brasileiro. O algodão já ultrapassava o açúcar na pauta comercial potiguar desde fins do século XIX, mas será somente nas primeiras décadas do século XX que ele redefinirá mais perenemente o cenário social e político do estado. As práticas oligárquicas e a política econômica problemática possibilitaram a conjunção de forças revolucionárias no Rio Grande do Norte. Após a revolução de 30, a despeito dos ideais revolucionários as oligarquias ressurgem dos bastidores, de onde nunca tinham deixado de atuar.

A região Norte e Nordeste do Brasil são os maiores polos de turismo de todo o país. E uma dessas regiões a serem exploradas e descobertas pelos turistas é o Rio Grande do Norte, com sua cultura e natureza exuberante. É tanta beleza junta que você não vai querer deixar o Rio Grande do Norte. O primeiro local a ser conhecido é o Banhado do Taim, uma estação ecológica que visa preservar todo o ecossistema da região. Aqui é um ótimo local para você ver toda a fauna e flora do Rio Grande do Norte; são 230 espécies de pássaros, 70 de mamíferos e 60 de peixes. Outro local diferente que você pode encontrar no Rio Grande do Norte é o Balneário do Cassino, um local construído em 1890 para se parecer com os cassinos europeus, ele é considerado o cassino mais antigo do Brasil. Se você quiser se dedicar a pesca ou ao banho de rio, pode ir até o Açude Totoró.

Aqui ficam alguns outros pontos turísticos como a Lagoa dos Santos, o Pico do Totoró, a Pedra do Sino que recebe esse nome já que quando alguém toca nela faz um barulho de sino e as Pedras do Caju que ter formato da fruta e a Praia do Navio onde você pode ter uma bela visão do Rio Grande do Norte. Outro ponto turístico do local é o Cristo Rei, uma estátua que veio da França; ela é como se fosse uma réplica do Cristo Redentor do Rio de Janeiro, por isso mesmo é que ela é chamada de Cristo Rei. Outro atrativo do Rio Grande do Norte é a Mina Brejuí, antigamente o local era um dos mais prósperos do Rio Grande do Norte. Só que atualmente, Mina Brejuí se tornou o maior parque temático de todo o Rio Grande do Norte e é visitado por milhares de turistas e estudantes vindos de todas as partes do mundo.

Na Mina você pode conhecer o Museu Mineral e o Memorial Tomaz Salustino, criado em 2006. O museu e o memorial são abertos aos turistas, mas apenas grupos de 10 pessoas podem entrar de cada vez nessa beleza do Rio Grande do Norte. Caso você queria ter mais comodidade, pode agendar a visita e chegar tranquilamente ao local com a certeza de que vai adentrar a Mina. Por fim o point mais visitado e procurado pelos turistas, a famosa Praia da Pipa localizada no município de Tibau do Sul, ficando a 85 km de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte.

É famosa por ter uma das noites mais movimentadas do estado, possui grande número de hotéis, pousadas, albergues, restaurantes, bares, discotecas e está sempre cheia, seja em alta ou baixa estação. A Praia da Pipa continua sendo um lugar que atrai muitos surfistas em função de suas ondas, e recentemente vem sendo procurada também por praticantes de kitesurf, graças a combinação de belas ondas e bons ventos. O nome “pipa” deve-se ao fato de que os portugueses ao passar de navio pelas proximidades avistaram uma pedra que lembrava um formato de uma pipa. Pipa, em Portugal, era (ou seja) a denominação de barril e está pedra lembra um barril de vinho.